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Objetiva o autoconhecimento como forma de lidar de modo criativo com nossos problemas.

São eventos capazes de ajudar-nos a encontrar caminhos para nossas vidas.

Médica em Carazinho- RS desde 1984, hoje exerce ginecologia e psicoterapia junguiana.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

O inconsciente...

Veja, o inconsciente não pode apenas produzir sob comando.
Nele  há sempre um longo processo em andamento, como se ele estivesse reunindo e equilibrando suas forças. 
Se visualizarmos a psique como um sistema auto regulável, teremos a impressão de que as energias precisam estar todas no lugar certo antes que algo novo possa emergir.
Marie-Louise von Franz

Não estamos sozinhos em nossa casa: Há o inconsciente!


 

Citando Jung:

... O inconsciente percebe, tem intenções e pressentimentos, sente e pensa justamente como a consciência. Disto temos prova suficiente no campo da Psicopatologia e do estudo da função onírica. Só há uma diferença essencial entre o funcionamento consciente e o funcionamento inconsciente da psique: a consciência, apesar de sua intensidade e de sua concentração, é puramente efêmera e orientada para o presente imediato e seu próprio ambiente.
 
[] Quão diferente é o inconsciente!
Não é concentrado nem intensivo, mas crepuscular até a obscuridade.

[] Se o inconsciente pudesse ser personificado, assumiria os traços de um ser humano coletivo, à margem das características de sexo, à margem da juventude e velhice, do nascimento e da morte, e disporia da experiência humana quase imortal de um a dois milhões de anos.  OC VIII/2 §673

sábado, 9 de fevereiro de 2013

E quando não sabemos o que fazer? Chamamos o pai?


Ainda em James Hollis em - O projeto Éden citando Daryl Sharp:

Daryl... "Eu sempre imaginava que em algum lugar havia um Grande Livro de sabedoria coletiva chamado O que fazer quando... Ele conteria a solução apropriada para todos os problemas da vida. Sempre que nos envolvêssemos em conflito, bastria localizá-lo no livro e fazer o que ele dizia. Fantasia como essa é consequência do complexo do pai. Se existisse esse livro, eu não precisaria pensar por mim mesma - apenas faria o que foi estabelicido por tradição."

Hollis dizia que ... Esperamos por uma instituição social, o Deus pessoal, o Outro Mágico que nos tire dos ombros o peso de nossa liberdade e responsabilidade; ou ainda em um livro ainda não lido...

Já Jung:
O sofrimento neurótico é fraude inconsciente e não tem mérito moral, o qual é prerrogativa do sofrimento verdadeiro. §154, de CW 17.

Feridas...


Somos todos feridos.
James Hollis questiona em O Projeto Éden

Somos todos feridos.


                                  ***
Nós temos feridas, e acúmulos de energia nos acompanham, porque temos uma história de vida.
***
A questão mais profunda, porém, é se temos as feridas ou se as feridas que nos têm.

Resistir ao poder da ursa


Mais um comentário do livro:.
As deusas e a Mulher: nova Psicologia das Mulheres
Jean Shinoda Bolen

 Quando as deusas exercem influência, a mulher como heroína deve dizer sim ou não, ou “agora não” às exigências. Se ela não exercer uma escolha consciente, então um padrão instintivo ou arquétipo assumirá o controle. A mulher precisa “Resistir ao poder da ursa” e ainda reverenciar sua importância para ela, se for pega no domínio do instinto materno.
 A ursa simboliza o instinto materno.
Quando as deusas exercem influência, a mulher como heroína deve dizer sim ou não, ou “agora não” às exigências. Se ela não exercer uma escolha consciente, então um padrão instintivo ou arquétipo assumirá o controle. A mulher precisa “Resistir ao poder da ursa” e ainda reverenciar sua importância para ela, se for pega no domínio do instinto materno.
 

A Heroína em cada mulher!

Comentários e trechos do livro
As deusas e a Mulher: nova Psicologia das Mulheres
Jean Shinoda Bolen


Em cada mulher há uma heroína em potencial.
Ela é a heroína de sua própria vida, numa viagem que começa com seu nascimento e continua no decorrer da vida.
Passará por sofrimentos, solidão, vulnerabilidade, incerteza, passará por limitações. Significará, desenvolverá sua vida, vai experimentar o amor e sabedoria.
Esta mulher fará escolhas, capacitada pela fé e amor, aprenderá e fará compromissos. Frente a dificuldades, avaliará e decidirá de acordo com seus valores, sentimentos,
protagonizando o seu próprio mito.
 
Resumindo todas nós modelamos quem nos tornaremos.
Cresce-se ou se diminui de acordo com sua própria atitude.
 
 
 
Na realidade não é o que se faz o que fez a diferença e sim como foi sentido e reagido.

 

Ser sua própria mãe!


Ser quem cuida de si! Interessante! Mas...

Cuidar de si? E quanto ao outro? A família, amigos? Não é egoísmo?

Embora pareça fácil... Como abrir este espaço?

Quando se reflete sobre o espaço que se cria em uma relação terapêutica na psicologia analítica muitas vezes se está aprendendo a ser filho/a de si mesmo.

Viver é transitar por desafios.

Todos podem homens e mulheres olhar para si e cuidar-se. Cuidar-se com cuidados de mãe. Isto pede por atenção, um tempo e principalmente coragem.

Coragem para quebrar padrões.

Às vezes a pergunta que se deve fazer a si mesmo é: E eu? É isto que quero? É disto que preciso?

Ousar atender-se. Chamar-se para atender-se. Chama-se pela mãe e ir ao seu próprio encontro no fundo das  necessidades e cuidar-se.

Parece que  o caminho foi esquecido.

Nem sempre virão fadas madrinhas, vizinhas, médicos, ou até mesmo medicamentos. Existem muitas alternativas ainda mais frequentes, a comida, bebida, fumo e ainda outras compulsões.

A ideia é acessar e trazer de nosso interior o arquétipo materno. Ele existe.

            O colo, o abraço é possível. E mais que possível necessário.   Tem-se muitas "assaduras" que pedem pomadas!