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Objetiva o autoconhecimento como forma de lidar de modo criativo com nossos problemas.

São eventos capazes de ajudar-nos a encontrar caminhos para nossas vidas.

Médica em Carazinho- RS desde 1984, hoje exerce ginecologia e psicoterapia junguiana.


sábado, 22 de junho de 2013

Melancolia...


Uma das formas de se conhecer é olhar para o mundo da arte, cinema, mitos, fábulas,  contos...

A gente pode se  ver... Entender-se... Apreender-se...     

 

                Melancolia & melancolia


           

         O filme Melancolia de Lars Von Trier.
         Resumidamente trata-se de dois acontecimentos simultâneos o casamento de Justine, Kirsten Dunst, que se encontrava num quadro de melancolia e a aproximação do planeta Melancolia sobre a terra levando a destruição do nosso planeta   
         O filme mostrou o casamento suntuosamente preparado. A beleza em exuberância. Enquanto o planeta azul lentamente se aproximava da terra.
         Justine olhava para o céu e unia sua melancolia com o planeta que se aproximava ao som de Tristão e Isolda de Richard Wagner.
         Um casamento dos sonhos. Riqueza e beleza. Só que, Justine era melancólica. O acontecer simultâneo de uma vida, festa e casa-castelo, sonho de poucos mortais com a destruição que se aproxima filmada de forma tão bela relativizou e transcendeu.  
         O diretor absteve-se de filmar o fim do mundo, focando destruições e multidões desesperadas.
Encontrei nos extras deste filme falas astrofísico Michael  J. D. Linden Vornle: 

Sim, existem muitos planetas gasosos como Melancolia...
A ciência não é a verdade. Ela não pode nos dizer a verdade sobre o mundo que vivemos.
A ciência pode nos indicar uma maneira propícia de ver o mundo.
Possuímos mais conhecimentos, hoje, mas isso muda a cada segundo. Assim como a nossa visão do mundo.
O problema é que não podemos provar. Apenas encontrar evidências de como o mundo funciona.
 Já que as evidências são apenas parte da resposta... Nunca temos 100% de certeza a respeito de nada. Então as coisas podem mudar... Podem seguir um caminho inesperado.
A ciência não é a resposta absoluta. Todos deveriam ter isso na mente.
                É aqui que me atenho. O que fazemos de nossa vida? Tentamos adquirir o maior numero de belezas e sabores e não nos damos por conta de que:
... As coisas podem mudar... Podem seguir um caminho inesperado.

               
 
O que nos pertence é apenas o instante, sempre foi assim. O que faz com que ainda vivamos de passados e para futuros? O que me impede de viver meus instantes? Não saborear meus sabores doces e amargos? Estaríamos dominados pelo medo?

Após assistir o filme, coube ainda perguntar: Quem é o doente? Justine, sua mãe, cunhado, pai, o esposo, patrão? Você, eu?

A vida acaba. O planeta?  Quem poderá responder? Nem a ciência. 

 

Conhecendo-se através da leitura de escritos de Jung

Longo parágrafo de Jung, com grifos para reflexão:


Existe ainda um grande obstáculo para a apreciação correta da psique humana, que talvez seja ainda mais significativo do que os anteriores. Trata-se de uma experiência reservada principalmente ao médico, na qual se constata que a desvalorização da psique e outras resistências semelhantes com relação à apreensão psicológica baseiam-se, em sua maioria,
no medo e pânico, das possíveis descobertas que possam ser feitas no campo inconsciente.
Esse medo não invade apenas aqueles que se assustaram com as descobertas do inconsciente feitas por FREUD. O próprio pai da “psicanálise” o experimentou tendo, por isso, não apenas de afirmar sua teoria sexual como  um dogma como também de postular que a psicanálise consiste no único baluarte da razão contra uma possível “irrupção da maré negra do ocultismo”. Com isso, FREUD, exprimiu a sua convicção de que o inconsciente ainda teria muito a esperar, o que poderia provocar interpretações ‘ocultistas’, como de fato ocorre.
Existem certos  “restos arcaicos” relacionados aos instintos que constituem suas formas arquetípicas.
Sua principal característica é um medo numinoso e eventual.
Essas formas são indeléveis, pois constituem o próprio fundamento da psique. Nenhuma estratégia intelectual é capaz de apreendê-las e quando, por acaso , alguma de suas formas de manifestação se vê destruída, elas reaparecem numa “forma  alterada”.
O medo da psique inconsciente é o obstáculo mais árduo no caminho do autoconhecimento e também no entendimento e abrangência do conhecimento psicológico.
Por vezes é tamanho, que nem sempre se consegue confessá-lo.
Essa questão deveria ser considerada com seriedade por todo homem religioso, pois ela poderia lhe fornecer uma resposta iluminadora.   JUNG, Presente e Futuro. Petrópolis, Vozes, 2008.   (OC X/1  §530)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

O Homem como Criador!

Mostro um vídeo da capela de Sistina
 
Pintada pelos maiores pintores da Renascença incluindo Michelangelo, Rafael, Bernini e Sandro Botticelli.
 
Faça um tour.
Mais do que isto... deixe a tua alma ampliar-se com a imagem desta criação.
 
Michelangelo pintou o teto deitado.
 
 
Qual a minha obra? Como darei sentido e significado a minha vida?
Não precisamos de grandes obras externas!
Apenas tornar-nos nós mesmos... 
 

 

Um video... repleto de carinho e verdades!

Es tiempo de vivir sin miedo. (legendado) - YouTube

www.youtube.com/watch?v=gujK5WEVG8g
13/07/2012 - Vídeo enviado por 15maio2011
Es tiempo de vivir sin miedo. (legendado) ..... El miedo manda - Eduardo Galeanoby Alfredo Fernández 166 ...
 
 

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Símbolo... Sem palavras...


                     

Menopausa: um diamante!

Menopausa uma passagem...
Uma época para integração...
Um aumento de forças... 

:

[...] se pudermos assimilar as sombras do passado e aceitar as realidades do envelhecimento, podemos achar que a menopausa, embora seja uma passagem difícil e exigente da vida adulta, pode também ser uma época de integração psicológica e crescimento, de aumento de forças e sabedoria especificamente feminina. [...] Os ingredientes vitais de tal sabedoria são compreensão e senso de humor, atributos não comumente associados, na época atual, a mulher no período pós-menopausa, mas que tradicionalmente representam um fator de liberação na vida da mulher. (Mankowitz,1987, p. 141).


O símbolo que encontrei?

 

 
 
 
Um diamante!

A mulher em Menopausa!

O grito da Mulher em menopausa!
 
 
Esta sou eu. 
 
 Tenho medo de ficar louca,
 
enrugar,
 
envelhecer,
 
não ser mais desejada,
 
ficar frígida.
 
Eu queimo, suo, reclamo, acordo, enraiveço,
 
aceito-me, vingo-me de ti e de mim,
 
faço justiça,
 
transformo-me naquela que sou,
 
tenho a minha própria natureza
 
    e
 
a Honro!