sábado, 13 de fevereiro de 2016
Fragmentos
Queria escrever.
Procurei por um título, ele veio: Fragmentos.
Pergunto-me de que? Musical. De poesias. De histórias, de passado, de memórias, de possibilidades.
Todos querendo ser inteiros e todos sendo fragmentos.
Fragmentos que tem momentos fragmentados em que até parecem inteiros e poderosos. Mas, a unidade logo será fragmentada. É a vida.
Procura-se por diferentes paisagens literárias, turísticas, momentos de êxtase, que vão de um espreguiçar-se a uma grande conquista. Mas, a unidade logo será fragmentada e será novamente um fragmento do todo, ansiado para ser um com o todo.
Atualizamos. Aprofundamos. Criamos em nós a sensação de totalidade e instantes depois estamos a nos maquiar, vestir, enfeitar, usar do poder da matéria pois nossa totalidade fragmentou e nos colocou na grandeza da pequenez humana.

https://www.youtube.com/watch?v=p86BPM1GV8M
Procurei por um título, ele veio: Fragmentos.
Pergunto-me de que? Musical. De poesias. De histórias, de passado, de memórias, de possibilidades.
Todos querendo ser inteiros e todos sendo fragmentos.
Fragmentos que tem momentos fragmentados em que até parecem inteiros e poderosos. Mas, a unidade logo será fragmentada. É a vida.
Procura-se por diferentes paisagens literárias, turísticas, momentos de êxtase, que vão de um espreguiçar-se a uma grande conquista. Mas, a unidade logo será fragmentada e será novamente um fragmento do todo, ansiado para ser um com o todo.
Atualizamos. Aprofundamos. Criamos em nós a sensação de totalidade e instantes depois estamos a nos maquiar, vestir, enfeitar, usar do poder da matéria pois nossa totalidade fragmentou e nos colocou na grandeza da pequenez humana.
https://www.youtube.com/watch?v=p86BPM1GV8M
To live in the hearts we leave behind is to never die!
domingo, 31 de janeiro de 2016
Anos na vida!
A
vida é curta! Anos voam ou nos distraímos demais? Somos seres entretidos e desatentos
a passear pelos anos?
Há
poucos dias conversando e brincando com crianças uma me disse: Já?
E
seguimos...
Para
as coisas boas passa rápido e a pequena de 5 anos foi entrando na conversa
e percebi que o quanto ela já sabe com
respeito a relatividade do tempo. Esperar demora e brincar passa rápido... Fomos
seguindo e quase em filosofia falamos da Natureza do tempo.
Estou
novamente relendo um livro, e em 07 de fevereiro de 1997, deixei dedicado a ele
as seguintes palavras: Existem livros que
aguardam pacientemente pela hora de serem lidos. Ele já estava comigo por pelo
menos dois anos. Bem, reabro após novos 18 anos. Tenho o hábito de rabiscar e conversar com os
livros, este, internamente está praticamente virgem, alguns pontinhos, porém
agora, ele está de papo comigo. Agora,
vinte anos depois, muitos caminhos distintos percorridos talvez seja o momento
deste entendimento. Quiçá!
Somos
sim, seres distraídos que acreditamos termos nascido para passear por um parque de diversões, ou um Éden de direito adquirido e deixamos
passar preciosidades, enquanto escolhemos caminhos coloridos. Enquanto isto
ALGO nos acorda.
Retomo
a vida é curta? O que importa? Se é que é? E quando termina? Termina? Sabemos
tão pouco. Talvez, o que importe, seja
perceber um significado para a vida,
aqui e no agora mutante, junto ao Universo maior.
Sonhos trazem notícias!
Sonhos
trazem notícias! Deixar o sonho bailar?
O
que queremos é sonhar com os anjinhos, mas
nem sempre é isto que acontece. Eles trazem imagens, movimentos, visitas,
enredos, e, emoções. Tocam-nos com medo, alegria, coragem de herói, nos levam a
dançar e também a fugir. Contam de nós a nós mesmos.
Caímos
na tentação em interpretá-los e com isto pode-se perder a essência.
Nesta
noite tive um sonho, não posso trata-lo com desrespeito, trata-se de uma
mensagem à psique consciente. Ele me colocou frente a uma verdade de vida e
senti muito medo. Nele recebi a visita de minha primeira analista, que sentou
frente a cama enquanto eu a colocava a par de meus estudos e escritos, como
quem deixa seu legado, visitei colega e compartilhei meu sentir.

Acordada
e ainda imersa eu passeio por partes dele. E acordada? O que eu pensava que
sentiria nesta situação? E olhando para os sonhos da semana, o que os deuses, ou
ainda, o inconsciente estaria querendo mostrar, complementar, corrigir em minha
ideia consciente e limitada? Percebo que há um tema.
Foi
uma noite intensa e com potencial transformador. Há que se ter cuidado para não
literalizar e com isto perder a essência, tirar a crisálida do casulo antes
desta se tornar borboleta.
O
caminho carinhoso aos sonhos e com paciência e atenção. Eles dão notícias e muitas vezes nos atualizam de nós mesmos. Acordados, deixemos que suas imagens bailem a nossa frente. uma bailado, muitas vezes sem cores, mas, com imagens e emoções que falam de nós para nós mesmos.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
2016: Um ano comprometido!
Término de 2015...
Daqui a algumas horas será à entrada de
2016.
Surge a vontade de escrever e uma escrita
instigada por gratidão e comprometimento.
Gratidão à vida com todos os começos e
términos, nascimentos e mortes. Um caminho feito... A montanha foi subida e algumas
pedras desviadas outras recolhidas.
Todo o final de ano, a sabedoria do corpo
pede por um banho ritual, cada um a seu modo. Trata-se de um banho reflexivo. Entregam-se
para a água, as más-águas, maus pensamentos e atos. Há o desejo de limpar-se e continuar,
ou ainda, em alguns aspectos novos começos, que brindados pela experiência nos
desviam para outras possibilidades.
Escolhas.
Há que fazer escolhas.
Escolher ‘colapsar’ ondas de forma
criativa.
Escolhe-se ficar atento, as ‘tontices’ e
também aos ‘uau’ de nossos instantes.
Há que se dar por conta de que nossas
percepções estão a cada momento nos tocando de modo a nos engancharmos em ‘não
gosto’, ‘machuca’, ‘invejo’, ‘critico’...
Infinitos toques a nos desalinhar de nós
mesmos.
Em palavras somos mais bonitos, em
atitudes nos perdemos um pouco mais, e frente a um complexo detonado somos um
caos. Mas, existem escolhas... E podemos
fazê-las.
Então neste final de ano. Em silencio e
solidão desejo a mim e estendo aquele que lê...
Que eu consiga perceber, e, que em ao
menos alguns instantes como ‘observador’ posso mudar o desfecho de algum ‘acontecimento’.
Que eu faça a minha parte.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Sonhos: Em reverência.
Palavras de Hillman, para serem refletidas:
...Os sonhos refletem um submundo de essências, em vez de um subsolo de raízes e sementes.
Eles nos apresentam imagens do ser, não do tornar-se.
Aprendemos que um sonho é menos um comentário sobre a vida e uma indicação sobre a direção na qual ela está crescendo, e mais uma afirmação das profundezas ctônicas, dos estados frios, densos, imutáveis -...
Não podemos mais nos voltar para os sonhos na esperança de progresso, transformação e renascimento.
...Os sonhos refletem um submundo de essências, em vez de um subsolo de raízes e sementes.
Eles nos apresentam imagens do ser, não do tornar-se.
Aprendemos que um sonho é menos um comentário sobre a vida e uma indicação sobre a direção na qual ela está crescendo, e mais uma afirmação das profundezas ctônicas, dos estados frios, densos, imutáveis -...
Não podemos mais nos voltar para os sonhos na esperança de progresso, transformação e renascimento.
Palavras de Hillman: Uma ponte para dentro.
A psicologia profunda cava e Hillman diz ser uma ponte para baixo.
Ele se referindo a psicologia profunda diz que o campo que lavramos é o próprio e o mesmo campo trabalhado por Freud e Jung.
"Iremos ará-lo, contudo por um outro ângulo , não com seus arados, e em seus sulcos, mas mexendo em seu solo à nossa maneira.
Os contornos emergirão poderão diferir, mas o campo é o mesmo campo limitado: a psique do homem ocidental em sua tradição histórica e seu predicamento cultural; e a intenção será a mesma que a deles: articular uma psicologia que reflita a importância apaixonada da alma individual. Uma ponte para dentro."

De Hillman grifo:
Uma psicologia que reflita a importância
apaixonada da alma individual.
Uma ponte para dentro.
Ele se referindo a psicologia profunda diz que o campo que lavramos é o próprio e o mesmo campo trabalhado por Freud e Jung.
"Iremos ará-lo, contudo por um outro ângulo , não com seus arados, e em seus sulcos, mas mexendo em seu solo à nossa maneira.
Os contornos emergirão poderão diferir, mas o campo é o mesmo campo limitado: a psique do homem ocidental em sua tradição histórica e seu predicamento cultural; e a intenção será a mesma que a deles: articular uma psicologia que reflita a importância apaixonada da alma individual. Uma ponte para dentro."

De Hillman grifo:
Uma psicologia que reflita a importância
apaixonada da alma individual.
Uma ponte para dentro.


