domingo, 20 de março de 2016
Egos em discurso
Podemos.
Podemos misturar letras. Criamos palavras serenas, outras disfarçada ou
claramente iradas.
Podemos.
Há o livre arbítrio, temos cordas vocais, temos uma mente ora mais ora menos reflexiva.
Somos possuídos por complexos. Alguns reconhecidos e respeitados, já outros, desconhecidos
e poderosos.
Nosso corpo
anuncia quando nossa tensão vira dor de cabeça e nossa indignação está se
tornando hipertensão.
Mas
nossos egos, sensos de eu, de meu, tomam conta e a alteridade e o outro é visto
como separado. O nós versus eles se agiganta faltando talvez um olhar respirado
em que se aprofunda ao antes de tudo, humano.
A palavra tempero, ou ainda, a ser conjugada talvez seja respeito.
Mas, todos
sabem que não somos os mesmos frente ao coletivo, quer seja de uma liquidação, quando
na torcida de nosso time, sempre que diluídos em uma massa discursiva. Nossa singularidade tende a se misturar em detrimento de nosso verdadeiro Eu.
Como escolher
o humano? O certo? Dentre verdades e mentiras escondidas, como posicionar-se? Assim como o sabor, o melhor para um, nem
sempre é o melhor para o outro. Em
medicina, quando inquirida quanto à normalidade de algo, tenho que, a resposta,
tende a ser, é comum, acontece, e, faço o discurso: em medicina, nem nunca, nem
sempre.
Somos
humanos medrosos, descuidados de si e dos outros e somos falhos. De hábito discursamos
verdades, mas muitas vezes, sem nos dar conta de sua relatividade a
consideramos verdade completa.
Neste ano
no dia da mulher conversamos. E, a organização foi da Biblioteca Municipal me disse:
Não trouxemos apenas uma opinião, trouxemos livros lidos. Aproveitei para compartilhar
em leitura uma página.
A
caminhada é longa. Aprende-se a misturar e reconhecer letras. Aprende-se a
fazer escolhas, aprende-se a sair do morno útero e fazer um caminho responsável
e adulto.
E,
aprende-se que há o outro, mas não antes de reconhecer que tive que aprender a
caminhar, ler, escrever, sair do conforto, trabalhar e respeitar.
O parto
dói para a mãe, mas também para o filho, nós filhos que teremos que experimentar
os opostos: Facilidades e dificuldades da vida. A Natureza nos mostra sabiamente quando a mãe águia a lança seu filho pássaro a voar, ou a gatinha tira seus pequenos levando-as a crescer.
Há verde e amarelo e que este sol seja nascente...
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Fragmentos
Queria escrever.
Procurei por um título, ele veio: Fragmentos.
Pergunto-me de que? Musical. De poesias. De histórias, de passado, de memórias, de possibilidades.
Todos querendo ser inteiros e todos sendo fragmentos.
Fragmentos que tem momentos fragmentados em que até parecem inteiros e poderosos. Mas, a unidade logo será fragmentada. É a vida.
Procura-se por diferentes paisagens literárias, turísticas, momentos de êxtase, que vão de um espreguiçar-se a uma grande conquista. Mas, a unidade logo será fragmentada e será novamente um fragmento do todo, ansiado para ser um com o todo.
Atualizamos. Aprofundamos. Criamos em nós a sensação de totalidade e instantes depois estamos a nos maquiar, vestir, enfeitar, usar do poder da matéria pois nossa totalidade fragmentou e nos colocou na grandeza da pequenez humana.

https://www.youtube.com/watch?v=p86BPM1GV8M
Procurei por um título, ele veio: Fragmentos.
Pergunto-me de que? Musical. De poesias. De histórias, de passado, de memórias, de possibilidades.
Todos querendo ser inteiros e todos sendo fragmentos.
Fragmentos que tem momentos fragmentados em que até parecem inteiros e poderosos. Mas, a unidade logo será fragmentada. É a vida.
Procura-se por diferentes paisagens literárias, turísticas, momentos de êxtase, que vão de um espreguiçar-se a uma grande conquista. Mas, a unidade logo será fragmentada e será novamente um fragmento do todo, ansiado para ser um com o todo.
Atualizamos. Aprofundamos. Criamos em nós a sensação de totalidade e instantes depois estamos a nos maquiar, vestir, enfeitar, usar do poder da matéria pois nossa totalidade fragmentou e nos colocou na grandeza da pequenez humana.
https://www.youtube.com/watch?v=p86BPM1GV8M
To live in the hearts we leave behind is to never die!
domingo, 31 de janeiro de 2016
Anos na vida!
A
vida é curta! Anos voam ou nos distraímos demais? Somos seres entretidos e desatentos
a passear pelos anos?
Há
poucos dias conversando e brincando com crianças uma me disse: Já?
E
seguimos...
Para
as coisas boas passa rápido e a pequena de 5 anos foi entrando na conversa
e percebi que o quanto ela já sabe com
respeito a relatividade do tempo. Esperar demora e brincar passa rápido... Fomos
seguindo e quase em filosofia falamos da Natureza do tempo.
Estou
novamente relendo um livro, e em 07 de fevereiro de 1997, deixei dedicado a ele
as seguintes palavras: Existem livros que
aguardam pacientemente pela hora de serem lidos. Ele já estava comigo por pelo
menos dois anos. Bem, reabro após novos 18 anos. Tenho o hábito de rabiscar e conversar com os
livros, este, internamente está praticamente virgem, alguns pontinhos, porém
agora, ele está de papo comigo. Agora,
vinte anos depois, muitos caminhos distintos percorridos talvez seja o momento
deste entendimento. Quiçá!
Somos
sim, seres distraídos que acreditamos termos nascido para passear por um parque de diversões, ou um Éden de direito adquirido e deixamos
passar preciosidades, enquanto escolhemos caminhos coloridos. Enquanto isto
ALGO nos acorda.
Retomo
a vida é curta? O que importa? Se é que é? E quando termina? Termina? Sabemos
tão pouco. Talvez, o que importe, seja
perceber um significado para a vida,
aqui e no agora mutante, junto ao Universo maior.
Sonhos trazem notícias!
Sonhos
trazem notícias! Deixar o sonho bailar?
O
que queremos é sonhar com os anjinhos, mas
nem sempre é isto que acontece. Eles trazem imagens, movimentos, visitas,
enredos, e, emoções. Tocam-nos com medo, alegria, coragem de herói, nos levam a
dançar e também a fugir. Contam de nós a nós mesmos.
Caímos
na tentação em interpretá-los e com isto pode-se perder a essência.
Nesta
noite tive um sonho, não posso trata-lo com desrespeito, trata-se de uma
mensagem à psique consciente. Ele me colocou frente a uma verdade de vida e
senti muito medo. Nele recebi a visita de minha primeira analista, que sentou
frente a cama enquanto eu a colocava a par de meus estudos e escritos, como
quem deixa seu legado, visitei colega e compartilhei meu sentir.

Acordada
e ainda imersa eu passeio por partes dele. E acordada? O que eu pensava que
sentiria nesta situação? E olhando para os sonhos da semana, o que os deuses, ou
ainda, o inconsciente estaria querendo mostrar, complementar, corrigir em minha
ideia consciente e limitada? Percebo que há um tema.
Foi
uma noite intensa e com potencial transformador. Há que se ter cuidado para não
literalizar e com isto perder a essência, tirar a crisálida do casulo antes
desta se tornar borboleta.
O
caminho carinhoso aos sonhos e com paciência e atenção. Eles dão notícias e muitas vezes nos atualizam de nós mesmos. Acordados, deixemos que suas imagens bailem a nossa frente. uma bailado, muitas vezes sem cores, mas, com imagens e emoções que falam de nós para nós mesmos.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
2016: Um ano comprometido!
Término de 2015...
Daqui a algumas horas será à entrada de
2016.
Surge a vontade de escrever e uma escrita
instigada por gratidão e comprometimento.
Gratidão à vida com todos os começos e
términos, nascimentos e mortes. Um caminho feito... A montanha foi subida e algumas
pedras desviadas outras recolhidas.
Todo o final de ano, a sabedoria do corpo
pede por um banho ritual, cada um a seu modo. Trata-se de um banho reflexivo. Entregam-se
para a água, as más-águas, maus pensamentos e atos. Há o desejo de limpar-se e continuar,
ou ainda, em alguns aspectos novos começos, que brindados pela experiência nos
desviam para outras possibilidades.
Escolhas.
Há que fazer escolhas.
Escolher ‘colapsar’ ondas de forma
criativa.
Escolhe-se ficar atento, as ‘tontices’ e
também aos ‘uau’ de nossos instantes.
Há que se dar por conta de que nossas
percepções estão a cada momento nos tocando de modo a nos engancharmos em ‘não
gosto’, ‘machuca’, ‘invejo’, ‘critico’...
Infinitos toques a nos desalinhar de nós
mesmos.
Em palavras somos mais bonitos, em
atitudes nos perdemos um pouco mais, e frente a um complexo detonado somos um
caos. Mas, existem escolhas... E podemos
fazê-las.
Então neste final de ano. Em silencio e
solidão desejo a mim e estendo aquele que lê...
Que eu consiga perceber, e, que em ao
menos alguns instantes como ‘observador’ posso mudar o desfecho de algum ‘acontecimento’.
Que eu faça a minha parte.


