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Objetiva o autoconhecimento como forma de lidar de modo criativo com nossos problemas.

São eventos capazes de ajudar-nos a encontrar caminhos para nossas vidas.

Médica em Carazinho- RS desde 1984, hoje exerce ginecologia e psicoterapia junguiana.


sábado, 13 de maio de 2017

Reflexões matutinas!




         Acorda-se pela manhã e estar consciente nos reconecta com a entidade noturna que esteve falando, orientando e talvez, anunciando.

            Vejo, na morte do consciente noturna, o mundo de vida do inconsciente, e nosso fio condutor de vida. Nossos sonhos, nossos anjos.

            Então neste dia, parecia ainda madrugada, escuro e com chuva, perdi o sono, mas, afinal já era dia. Lembro apenas que sonhava com situação trivial que pareceria difícil mas que havia, logo ali, uma solução criativa.

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            É manhã, é sábado e resolvi ler. Minha biblioteca está muito grande, possibilitando muitas combinações de autores, pensamentos e reflexões, Tanto a disposição, parecendo ser impossível de abarcar. Pequenas escolhas. Ou ir a deriva.

            Estou ciente que ler e misturar tem me ajudado a me tornar eu mesma. E que estas ferramentas geram em mim, novos toques, cores, tons, acordes.   Úteis ora para o presente imediato, ou para um passado esquecido, talvez ainda em complexo (conforme a visão Junguiana), ou até mesmo para um momento oportuno do “mapa” de minha vida.

            Seria um líquido mágico a ser aspergido, ou ainda um pó a ser ventilado?

            Estive lendo volumes de cartas de Jung. Esta leitura sempre me trás uma sensação de intimidade com ele. De minhas últimas passadas por estas cartas ficaram em grifos com meus grafites, ciitarei alguns poucos neste primeiro momento:

            Carta para Hugh Walpole, em 14/11/1930: “Os deuses só vivem na criatividade [ ]“Espero ter tempo para escrever um livro, Este é o sempre o melhor tempo que se pode ter.” 

            Gosto também de sua expressão “espírito da época” E aí amplio que para compreender esta expressão, escrita em 1935.

            Hoje, 2017, cabe ler indo além, desde minha época pessoal, coletiva, bem como a atuação deste espirito em diferentes idades físicas de quem reflete. Será diferente para uma criança, adulto jovem, maduro, imaturo, idoso ou senil, referindo-me aquele que já esta sendo cuidado.

            Qual o espírito da atualidade?   Ele segue nesta carta ao Prof Friedrich Seifert. 31/07/1935: “Este desenvolvimento, porém, é um assunto complicado pois não se trata de seus conteúdos que, por assim dizer, sempre foram os mesmos dentro da história da cultura, as da forma”.

            Em sendo os mesmos conteúdos, quais as formas que estão em nossa época?

            Vou escrever dentro de minha pequenez, vivendo em uma realidade sem academia, com leitura singela íntima de minha historia experiencial pessoal em pequena clinica privada, porém de profundas relações físicas e psíquicas como médica atuante e analista.

            Continuamos sendo carentes, e talvez esta grande carência seja provinda falta de um solo firme. Um solo capaz de nos afastar, ou de proporcionar a criatividade - o encontro com os deuses – de forma a escolher como viver com o inexorável, nossa e finitude.

            Aqui, relato um diálogo, de há dois em que eu e amiga paciente conversamos sobre nossa curiosidade com respeito a experimentar a morte.

            Discursa-se muito. Formam-se grupos de aconchego, chamados workshops, ou ainda, treinamentos, ou atém mesmo, congressos, criando “ismos” temporários apaziguadores de nossos medos. Por períodos deixamos de ser só, e silenciosos.

            Ficamos acompanhados por associações que nos levam a nos sentirmos parceiros de pessoas que pensam como nós.  E isto é bom. Desde que: a solidão e o silêncio não percam o seu templo.

            Há também grupos que seguem como em rebanhos.

            Há também aqueles que negam qualquer necessidade de pensar além das cores e marcas dos acessórios que levam ao pertencimento da vida “aplaudida”.

            Temos desde pequeníssimos templos a enormes. Templos materiais que tem perdido espaço aos virtuais, onde a matéria, do poder, deuses com cifrões, e comportamentos que parecem transmitir segurança. Alguns menores que até parecem altruístas e que podem nos afastar de nós mesmos.

            Até o bem pode ser feito de forma equivocada ao todo.

            Temos pequenos fazeres que se tornarão grandes plantações à humanidade.

            Como não admirar aquela semente que o pequeno pássaro distribuiu em outros terrenos via evacuação? Que ato divino criativo?

            Enfim, agora chove muito. E chuva também me conecta.

            Amanhã é dia das mães, vou a um templo de consumismo criativo, pois, amanha que ver o sorriso de minha mãe com a alegria de receber um pacotinho de algo que está precisando, para minha alegria de filha.

            O espírito da época nos conecta, mas também nos dá o arbítrio da escolha em com o quê quero me relacionar.
            Bom sábado chuvoso e um especial dia das Feliz Dia das Mães, aquelas que mães que não pariram, e, que embora não tragam ao mundo sua carga genética multiplicam o mundo em amor com os seus atos.
 

    

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Alma, o verbo em conjugação.


Verbo? Um engano? Erro de digitação? Não seria verbo amar?  To love? Não ,o verbo que quero conjugar é o almar, to make soul, fazer alma.

Bem...
Eu almo. Tu almas e ele alma, nós...
Mas, o que infelizmente o que mais acontece, é que se verbo e conjugado,  é no futuro do pretérito do indicativo, geralmente seguido de um ‘se’...
Eu almaria, se...
                Nós mesmos colocamos, ou ainda, gentilmente, pode-se dizer permitimos que se coloquem interferências em nossas experiências...  Eu faria alma. Eu almaria. Tu almarias, mas...
                Alguns já almaram, certa vez, aquela em que... Nasceu uma criança ou fez uma meditação...
                Há o esperançoso que almará quando der, quando receber uma graça.
                Há o que expecta que ele me alme, ou lhe alme...
                Ao partir para as conjugações verbais em português pode-se apenas brincar com o verbo... tão pouco conjugado ou ir a reflexão.
                Cabe não esquecer que a palavra alma, nem mesmo verbo é, logo, nem se conjuga.
                Então... Já que tudo é brincadeira... Vou me perguntar e deixar no ar...
                A voar como pena ao vento...
                E eu?
                Quando almei pela última vez? Percebi? Ah... lembrei.

                E hoje, já almei?
                Sabe aquele instante fugidio... Indescritível...
                Desejo que tenhamos múltiplos e repetidos momentos almados de forma a poder dizer apenas a nós mesmos
                                                              Como tenho  Almado... Eu almo!

 

sábado, 17 de setembro de 2016

Hoje, estou com minha alma ampliada ... Feliz.

Entao... decidi citar de Verena Kast: " A princípio, a alma não rende lucros-  mas se torna um fator decisivo quando a alma se recusa a cooperar, quando nossa psique ' não aguenta mais' , quando perdemos a nossa alegria de vida, quando nosso corpo adoece e quando sofremos com depressoes e com a síndrome do fósforo queimado. Talvez, então, faria sentido dar  atenção para a alma? "

É muito bom estar com a alma acesa...


terça-feira, 5 de julho de 2016

Deixa ir...


Não há como apreender...


Não há como apreender, segurar com as mãos, ou até mesmo controlar. O há pouco já se foi.

Ficam sensações que também se irão. Medos nos tocam, inquietam e também se vão, assim como a coragem, alegria, pele lisa, refeição com ‘chef’, maquiagem de festa, a festa e também um pós-operatório. Tudo passa. Desde a primeira experiência em deleite ao primeiro fracasso.

A expectativa pode ser boa enquanto a experiência ruim e o contrário também.

Let it go! Crianças cantam, enquanto nós, adultos tementes ficamos em vã tentativa...

Let it go!

Não vai dar...


A queixa. O resmungo. O sem saída. O sim, não, mas...

Como dar conta, se...  Mas, como?

E sem sair do lugar é possível distribuir desculpas a si pelas próprias dificuldades sempre as colocando para fora. Sempre pode ter alguém que não consegue tirar os pacotes problemas que colocamos em seus colos.

A quem eu engano? Engano?

Redes na Natureza!



Escrever a palavra ‘rede’ já traz um imaginal.

Rapidamente derivamos a ‘rede social’. Quanto importa? Importa?

Estamos rodeados de redes.  Podem ser vistas nas teias, as redes de aranha, ou ainda redes de água que de fontes vão a córregos, riachos, rios e Oceano.  Passam despercebidas.

Hoje a vida em rede voa enquanto nossos dedos dedilham em nossos celulares, alguns com seus indicadores, enquanto os mais jovens com seus polegares.

Mas, hoje cedo, com o céu azul e as árvores em inverno, passei sob uma rede de galhos secos, que desenhavam um quadro.

Permiti-me... Parar os pensamentos que voando constantemente me tiram de mim e postar-me sob esta rede.  Permiti-me sentir. Permiti-me olhar em outro estado, o da admiração.

Escolhi. Maravilhei-me. Ampliei.  Vi além.  Em minha pequenez e com o olhar ao alto percebi a rede neural em harmonia passando por minhas retinas.

Sem conclusões. Apenas olhei uma rede de galhos secos com o fundo azul celeste.

Instante de felicidade, amplitude, ou como decidir chamar, tanto faz. Estive atenta à existência em rede.

Mas, agora já nublou... O céu está cinza, há vento coqueiros e árvores em dança. Novas Redes. Conexões, causais e acausais e novos olhares a vida. Uma vida mais atenta?

sábado, 26 de março de 2016

Citação de Jung


‘Nosso intento é compreender a vida da melhor maneira possível, tal como ela se manifesta na alma humana’. [...]
Esse intento consiste na adaptação mais adequada do modo de levar a vida humana; e essa adaptação ocorre em dois sentidos distintos (pois a doença é a adaptação reduzida).
O homem deve ser levado a adaptar-se em dois sentidos diferentes tanto à vida exterior – família, profissão, sociedade- quanto às exigências vitais da sua própria natureza (JUNG, 1972, §172, grifo do autor).