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Objetiva o autoconhecimento como forma de lidar de modo criativo com nossos problemas.

São eventos capazes de ajudar-nos a encontrar caminhos para nossas vidas.

Médica em Carazinho- RS desde 1984, hoje exerce ginecologia e psicoterapia junguiana.


sábado, 9 de fevereiro de 2013

E quando não sabemos o que fazer? Chamamos o pai?


Ainda em James Hollis em - O projeto Éden citando Daryl Sharp:

Daryl... "Eu sempre imaginava que em algum lugar havia um Grande Livro de sabedoria coletiva chamado O que fazer quando... Ele conteria a solução apropriada para todos os problemas da vida. Sempre que nos envolvêssemos em conflito, bastria localizá-lo no livro e fazer o que ele dizia. Fantasia como essa é consequência do complexo do pai. Se existisse esse livro, eu não precisaria pensar por mim mesma - apenas faria o que foi estabelicido por tradição."

Hollis dizia que ... Esperamos por uma instituição social, o Deus pessoal, o Outro Mágico que nos tire dos ombros o peso de nossa liberdade e responsabilidade; ou ainda em um livro ainda não lido...

Já Jung:
O sofrimento neurótico é fraude inconsciente e não tem mérito moral, o qual é prerrogativa do sofrimento verdadeiro. §154, de CW 17.

Feridas...


Somos todos feridos.
James Hollis questiona em O Projeto Éden

Somos todos feridos.


                                  ***
Nós temos feridas, e acúmulos de energia nos acompanham, porque temos uma história de vida.
***
A questão mais profunda, porém, é se temos as feridas ou se as feridas que nos têm.

Resistir ao poder da ursa


Mais um comentário do livro:.
As deusas e a Mulher: nova Psicologia das Mulheres
Jean Shinoda Bolen

 Quando as deusas exercem influência, a mulher como heroína deve dizer sim ou não, ou “agora não” às exigências. Se ela não exercer uma escolha consciente, então um padrão instintivo ou arquétipo assumirá o controle. A mulher precisa “Resistir ao poder da ursa” e ainda reverenciar sua importância para ela, se for pega no domínio do instinto materno.
 A ursa simboliza o instinto materno.
Quando as deusas exercem influência, a mulher como heroína deve dizer sim ou não, ou “agora não” às exigências. Se ela não exercer uma escolha consciente, então um padrão instintivo ou arquétipo assumirá o controle. A mulher precisa “Resistir ao poder da ursa” e ainda reverenciar sua importância para ela, se for pega no domínio do instinto materno.
 

A Heroína em cada mulher!

Comentários e trechos do livro
As deusas e a Mulher: nova Psicologia das Mulheres
Jean Shinoda Bolen


Em cada mulher há uma heroína em potencial.
Ela é a heroína de sua própria vida, numa viagem que começa com seu nascimento e continua no decorrer da vida.
Passará por sofrimentos, solidão, vulnerabilidade, incerteza, passará por limitações. Significará, desenvolverá sua vida, vai experimentar o amor e sabedoria.
Esta mulher fará escolhas, capacitada pela fé e amor, aprenderá e fará compromissos. Frente a dificuldades, avaliará e decidirá de acordo com seus valores, sentimentos,
protagonizando o seu próprio mito.
 
Resumindo todas nós modelamos quem nos tornaremos.
Cresce-se ou se diminui de acordo com sua própria atitude.
 
 
 
Na realidade não é o que se faz o que fez a diferença e sim como foi sentido e reagido.

 

Ser sua própria mãe!


Ser quem cuida de si! Interessante! Mas...

Cuidar de si? E quanto ao outro? A família, amigos? Não é egoísmo?

Embora pareça fácil... Como abrir este espaço?

Quando se reflete sobre o espaço que se cria em uma relação terapêutica na psicologia analítica muitas vezes se está aprendendo a ser filho/a de si mesmo.

Viver é transitar por desafios.

Todos podem homens e mulheres olhar para si e cuidar-se. Cuidar-se com cuidados de mãe. Isto pede por atenção, um tempo e principalmente coragem.

Coragem para quebrar padrões.

Às vezes a pergunta que se deve fazer a si mesmo é: E eu? É isto que quero? É disto que preciso?

Ousar atender-se. Chamar-se para atender-se. Chama-se pela mãe e ir ao seu próprio encontro no fundo das  necessidades e cuidar-se.

Parece que  o caminho foi esquecido.

Nem sempre virão fadas madrinhas, vizinhas, médicos, ou até mesmo medicamentos. Existem muitas alternativas ainda mais frequentes, a comida, bebida, fumo e ainda outras compulsões.

A ideia é acessar e trazer de nosso interior o arquétipo materno. Ele existe.

            O colo, o abraço é possível. E mais que possível necessário.   Tem-se muitas "assaduras" que pedem pomadas!        

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Bom Dia! Você sonhou?

Atentar para os sonhos: Preserntear-se!
Acordamos, nos espreguiçamos e nos perguntamos a nós mesmos ou ao parceiro, familiar: Você sonhou? Ou  anda vem espontaneamente ....Esta noite tive um sonho bom, um sonho estrranho... Um pesadelo!
Pequenas citações de Robert Bosnak em seu livro Breve Curso sobre Sonhos:


Não acredite poder recordar um sonho para sempre e por isso não dever escrevê-lo. Cinco minutos depois essa memória "eterna" poderá ter ter desaparecido...
 
***
 
Um sonho não é uma história, nem um filme, nem um texto ou comédia teatral. Um sonho é um acontecimento no espaço, uma articulação no espaço.
 
***
 
O sonhos são, sem dúvida, o caminho régio para o mundo da alma.
Todas as noites eles nos trazem infioações a respeito de nossa interioridade, sempre em contato com toda a realidade superando os estreitos limites de nossa vida consciente.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Como vejo o mundo? Citando Jung

Citando Jung:

Em A prática da Psicoterapia §218...


A visão de mundo está diretamente relacionada com o bem estar psíquico.
Afinal, isso pode ser verificado pela influência verdadeiramente colossal que a maneira de ver as coisas, isto é, a  filosofia de vida de uma pessoa, exerce sobre a vida e o estado de alma da pessoa. Tanto é assim, que quase se pode dizer que as coisas são muito menos como elas são, do que como nós as vemos.
Se não temos uma opinião boa a respeito de certa coisa ou situação, já não a vemos com bons olhos e, em geral ela não é boa mesmo.