Vejo os sonhos como um dos melhores presentes que recebemos de nosso inconsciente. Ouvir esta voz que nos fala toda a noite e lhe dar uma atenção especial é muito importante, cabe ao menos um lápis e papel, pois todo sonho tem um propósito.
Jung no §78 das OC. 5, refere que existe uma "potência prospectiva" de combinações subliminares. É uma experiência ocasional de meu trabalho profissional diário (uma experiência sobre cuja certeza preciso expressar-me com toda a precaução exigida pela complexidade da matéria), ocorrer na época do início da doença ou muito antres disso, um sonho, frequentemente de nitidez visionária, que se grava para sempre na memória e durante a análise desvenda ao pacientte um sentido oculto, antecipando os acontecimentos subsequentes da vida.
Em nota de rodapé: Ao que oparece, os sonhos permanecem espontaneamente na memória enquanto resumem acertadamente a situação psicológica do indivíduo.
Os grifos são meus.
Quem já não teve um sonho que nunca mais esqueceu? Por que dentre todos os osonhos de sua vida, este nunca foi esquecido? O que ele quer dizer? Trata-se de um sonho prospectivo? Antecipatório? Visionário?
E se foi repetitivo?
Presentes simbólicos que estão presentes em nossa vida diariamente (a cada noite) e que tornam nossa vida mais orientada para nossos próprios caminhos.
domingo, 19 de junho de 2011
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Para Mulheres... Um poema
Dedico e transcrevo este poema à mulher...
Toda a mulher da jovem à menopausa.
À que já reverberou seu nome...
Àquela que ainda pode começar...
De Nag Hammadi Library... The Thunder, Perfect Mind
Toda a mulher da jovem à menopausa.
À que já reverberou seu nome...
Àquela que ainda pode começar...
De Nag Hammadi Library... The Thunder, Perfect Mind
O trovão, mente perfeita
Sim, eu sou a primeira e a última.
Sou a honrada e a desdenhada.
Sou a meretriz e a sagrada.
Sou a esposa e a virgem.
Sou (a mãe) e a filha.
Sou os membros de minha mãe...
Sou o silêncio incompreensível
e a idéia cuja lembrança é frequente.
Sou a voz cujo som reverbera
e a palavra que se repete.
Sou a expressão vocal de meu nome.
***
p.s ... Aquela que se pinta com todas as cores do arco-íris.
E se permite...
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Dia dos namorados! Estar enamorado!
Dia 12 de junho, está chegando e muitos já estão planejando a noite de sonhos.
Jantar a Luz de Velas...Troca de Presentes.. Um encontro de expectativas.
Um colocando no amado a frente o seu sonho de felicidade. A felicidade condicionada no outro.
O que é conteúdo e desejo meu? O que eu posso fazer por mim mesmo?
Ouvi de um amigo há alguns dias... Dei para mim de dias dos namorados a coleção da obra Junguiana.
Questionei-me... Vou comemorar e me presentear? Vou namorar com meu parceiro e comigo mesma? Esta reflexão trás novamente uma assertiva que costumava dizer, ainda sem embasamento teórico: O principal é a gente se aceitar e amar de forma inteira. Descobri que não é fácil, mas o resultado é estar envolto pela energia do amor estar enamorado por si e pela vida.
Jantar a Luz de Velas...Troca de Presentes.. Um encontro de expectativas.
Um colocando no amado a frente o seu sonho de felicidade. A felicidade condicionada no outro.
O que é conteúdo e desejo meu? O que eu posso fazer por mim mesmo?
Ouvi de um amigo há alguns dias... Dei para mim de dias dos namorados a coleção da obra Junguiana.
Questionei-me... Vou comemorar e me presentear? Vou namorar com meu parceiro e comigo mesma? Esta reflexão trás novamente uma assertiva que costumava dizer, ainda sem embasamento teórico: O principal é a gente se aceitar e amar de forma inteira. Descobri que não é fácil, mas o resultado é estar envolto pela energia do amor estar enamorado por si e pela vida.
Sermos autênticos!
Jean Shinoda Bolen em Os Deuses e o Homem, escreve de modo muito simples com respeito a autenticidade, auto-estima e contentamento.
Sentir-se autêntico significa ser livre para desenvolver traços e potenciais que são predisposições inatas. Quando somos aceitos e temos licença para sermos genuínos, é possível ter ao mesmo tempo auto-estima e sentir-se autêntico. Esse sentimento só se desenvolve se somos encorajados, e não desestimulados pelas reações das pessoas que são importantes para nós, ao termos condutas espontâneas e confiantes, ou quando nos deixamos absorver por aquilo que nos traz contentamento.
Continua Bolen Quando precisamos nos conformar para sermos aceitos, terminamos adotando uma falsa máscara e desempenhando papéis vazios, se entre quem somos por dentro e o que se espera de nós há distância muito grande.
Sentir-se autêntico significa ser livre para desenvolver traços e potenciais que são predisposições inatas. Quando somos aceitos e temos licença para sermos genuínos, é possível ter ao mesmo tempo auto-estima e sentir-se autêntico. Esse sentimento só se desenvolve se somos encorajados, e não desestimulados pelas reações das pessoas que são importantes para nós, ao termos condutas espontâneas e confiantes, ou quando nos deixamos absorver por aquilo que nos traz contentamento.
E você?
Está livre para desenvolver seus traços e potenciais?
Sabe que tem predisposições inatas?
Sou aceito, recebo e me dou a licença para ser genuina?
Estimo a mim mesmo? Sinto que possuo auto-estima?
Sinto-me encorajado pelo outro?
O outro em mim e por mim mesmo para ser espontâneo e confiante?
Absorvo-me por aquilo que me gera contentamento?
Continua Bolen Quando precisamos nos conformar para sermos aceitos, terminamos adotando uma falsa máscara e desempenhando papéis vazios, se entre quem somos por dentro e o que se espera de nós há distância muito grande.
Um homem que busca... Hermann Hesse em Demian
Hermann Hesse escreveu Demian em 1925, já se passaram 86 anos e ainda ressona em mim.
Cito um trecho da introdução:
Para relatar a históra de minha vida, devo recuar alguns anos. Se me fosse possível, deveria retroceder ainda mais, à primeria infância, ou mais ainda, aos primórdios de minha ascendência. [...]
Assim, a história de cada homem é essencial, eterna e divina, e cada homem, ao viver em alguma parte e cumprir os ditames da Natureza, é algo maravilhoso e digno de toda a atenção. Em cada um dos seres humanos o espírito adquiriu forma, em cada um deles a criatura padece, em cada qual é crucificado um Redentor.....]
Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim.[...]
A vida de todo ser humano é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro. Homem algum chegou a ser completamente ele mesmo; mas todos aspiram a sê-lo, obscuramente alguns, outros mas claramente cada um como pode. [...]
Assim é que podemos entender-nos uns aos outros, mas somente a si mesmo pode cada um interpretar-se.
p.s. Os grifos são meus, embora não tenha nada que não merecesse um grifo.
Cabe então interpretar-se, dentro de sua história eterna, divina e maravilhosa... Seguir um simples rastro.
Cito um trecho da introdução:
Para relatar a históra de minha vida, devo recuar alguns anos. Se me fosse possível, deveria retroceder ainda mais, à primeria infância, ou mais ainda, aos primórdios de minha ascendência. [...]
Assim, a história de cada homem é essencial, eterna e divina, e cada homem, ao viver em alguma parte e cumprir os ditames da Natureza, é algo maravilhoso e digno de toda a atenção. Em cada um dos seres humanos o espírito adquiriu forma, em cada um deles a criatura padece, em cada qual é crucificado um Redentor.....]
Não creio ser um homem que saiba. Tenho sido um homem que busca, mas já agora não busco mais nas estrelas e nos livros: começo a ouvir os ensinamentos que meu sangue murmura em mim.[...]
A vida de todo ser humano é um caminho em direção a si mesmo, a tentativa de um caminho, o seguir de um simples rastro. Homem algum chegou a ser completamente ele mesmo; mas todos aspiram a sê-lo, obscuramente alguns, outros mas claramente cada um como pode. [...]
Assim é que podemos entender-nos uns aos outros, mas somente a si mesmo pode cada um interpretar-se.
p.s. Os grifos são meus, embora não tenha nada que não merecesse um grifo.
Cabe então interpretar-se, dentro de sua história eterna, divina e maravilhosa... Seguir um simples rastro.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Livro que estou lendo: VIVER A VIDA NÃO VIVIDA
Aos poucos vou colocando trechos... Vocês já pensaram que tem-se ainda muito para experimentar, que podemos olhar para isto e que mais ainda somos responsáveis por nossas escolhas.
Segue uma citação:
O que é a vida não vivida? Ela inclui todos aqueles nossos aspectos essenciais que não foram integrados de maneira adequada à nossa experiência. Podemos ouvir, á distância, o rufar dos tambores da vida não vivida nos murmúrios que passam no fundo de nossa cabeça -" Eu teria-poderia-deveria" -, em críticas e comentários sobre as escolhas que já fizemos na vida e nas lembranças nostálgicas que surgem tarde da noite. [...]
E por aí vai... Para tudo que escolhemos (ou que foi escolhido para nós), há alguma outra coisa que não foi "escolhida". Johnson & Ruhl, p.13-14.
Bom dia, o que posso fazer hoje por mim? E também por algo mais elevado e duradouro? Posso experimentar um novo caminho?
terça-feira, 17 de maio de 2011
O outro- livro de Gustavo Barcellos
Uma citação:
A rivalidade - na qual adentram ciúme e inveja - é então a sombra da intimidade e da cooperação; fere diretamente nossa capacidade de "familializar-nos", lançando-nos no " exílio". É com o irmão que aprendemos a dividir, compartilhar, onde aprendemos horizontalidade nas relações; portanto, a sensiblidade para a igualdade começa aqui. a rivalidade entre irmãos, essa ferida na igualdade, afeta profundamente nossa habilidade posterior de compartilhar e dividir, de pertencer e estar nos grupos, nas vizinhanças. Afeta portanto a amplitude da alma no mundo horizontal. em outras palavras, afeta nossa experiência de comunidade.
A rivalidade - na qual adentram ciúme e inveja - é então a sombra da intimidade e da cooperação; fere diretamente nossa capacidade de "familializar-nos", lançando-nos no " exílio". É com o irmão que aprendemos a dividir, compartilhar, onde aprendemos horizontalidade nas relações; portanto, a sensiblidade para a igualdade começa aqui. a rivalidade entre irmãos, essa ferida na igualdade, afeta profundamente nossa habilidade posterior de compartilhar e dividir, de pertencer e estar nos grupos, nas vizinhanças. Afeta portanto a amplitude da alma no mundo horizontal. em outras palavras, afeta nossa experiência de comunidade.
Mas é por meio dessa sombra que somos, por outro lado, também iniciados nas distinções entre amigo-inimigo, que é o aspecto mais avançado das distinções que devemos fazer entre companheiro-adversário, familiar-estranho, alteridade-singularidade. [...]
O irmão é a base arquetípica para a construção do Outro, e para a recriação de uma ideia e um sentido de comunidade dentro das novas ordens do Ocidente contemporâneo. p.56.


