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Objetiva o autoconhecimento como forma de lidar de modo criativo com nossos problemas.

São eventos capazes de ajudar-nos a encontrar caminhos para nossas vidas.

Médica em Carazinho- RS desde 1984, hoje exerce ginecologia e psicoterapia junguiana.


terça-feira, 28 de maio de 2013

Espelho e Máscara...

Uma citação de Jung:




 




Verdadeiramente, aquele que olha o espelho da água vê em primeiro lugar sua própria imagem.
Quem caminha em direção a si mesmo corre o risco do encontro consigo mesmo.

O espelho não lisonjeia, mostrando fielmente o que quer que nele se olhe; ou seja, aquela face que nunca mostramos ao mundo, porque a encobrimos com a persona, a máscara do ator.

Mas o espelho está por detrás da máscara e mostra a face verdadeira.

 

Mulher e Fantasias...


De Marie- Louise von Franz...
 
 
A maior parte das mulheres está sujeita, de tempos em tempos, a sonhar com a própria vida e perder-se num círculo de especulações nebulosas, mas se consegue tocar a realidade ganha-se uma perspectiva nova e fora dessas fantasias.
Uma das formas de fazer isso é escrever o que se está fantasiando; possibilitando que a fantasia se expresse, a pessoa deixa de identificar-se com ela.
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Quando a pessoa se confronta com seus próprios pensamentos, colocando preto no branco, pode distinguir o que é meramente opinião e o que é válido; fazer isso significa aumentar a força interior.
 
 

Contos de Fadas!



            
             O estudo dos contos de fada é essencial pois delineam a base humana universal!



A linguagem dos Contos de Fadas é uma linguagem internacional é da espécie humana -
Marie-Louise von Franz diz: Para mim os contos de fadas são como o mar, e as sagas e os mitos são como as ondas desse mar; um conto surge como um mito, e depois afunda novamente para ser um conto de fada. Aqui novamente chegamos à mesma conclusão: os contos de fadas espelham a estrutura mais simples, mas também a mais básica - o esqueleto - da psique.

...
As histórias de heróis constituem uma necessidade vital em condiçoes difíceis de vida.
Se você retoma o seu mito-heróico, então você pode viver.
Ele dá as razões de se viver ao mesmo tempo que restaura a coragem.

 

Fragmentos de Heráclito


Heráclito
Heráclito de Éfeso foi um filósofo pré-socrático considerado o "pai da dialética".
535 a.C.- 475 a.C.
Alguns fragmentos....

 
 
Frag. 3  - Não sabendo ouvir, não sabem falar.
 
Frag. 4 - Ignorantes: ouvindo, parecem surdos; o dito lhes atesta: presentes, estão ausentes.
 
Frag. 7 -Harmonia inaparente mais forte que a do aparente.
 
Frag. 8 - Natureza ama ocultar-se.
 
Frag. 53 - A harmonia invisível é mais forte do que a visível.
 
Frag. 123 - A natureza ama esconder-se.
 
Frag. 125 - Mesmo uma bebida se decompõe, se não for agitada.
 
Frag. 45 - Mesmo percorrendo todos os caminhos, jamais encontrarás os limites da alma, tão profundo é seu logos.
 
 
 
 
 


"Somos os fazedores da música, os sonhadores dos sonhos"

Estas palavras sõao do poeta O' Shaughnessy, em que Jung continua dizendo tecelões de histórias e mitos.
Fazer música, sonhar sonhos, tecer histórias e mitos...Isto nos conecta com a vida, aponta para a razão de nossa jornada.

"Ode" do livro Música e moonlight, do poeta acima em 1874:
Nós somos os fabricantes da música,
E nós somos os dreamers dos sonhos,
Vagueando por mar-disjuntores solitários,
E sentando-se por córregos desolados; -
Mundo-world-losers e mundo-forsakers,
Em quem a lua pálida brilha:
Contudo nós somos os motores e os shakers
Do mundo para sempre, parece.

Perceber que a criação de significado e sua projeção no cosmo é um privilégio do ser humano,
nas palavras de Jung...
 
 "A existência só é real quando é consciente para alguém."

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Quando o amor chegar...

Pequeno pensamento...
Todos procuramos pelo amor... com a fantasia da felicidade dos contos de fada... mas...

Menotti Del Picchia diz em poucas palavras:

Esta vida é um punhal com dois gumes fatais:
não amar é sofrer;
amar é sofrer mais!
 
Qual a minha escolha... VIVER... E viver sempre nos remeterá as polaridades. Muito tempo pensei em como retirar o sofrimento, hoje a partir de meu contato com a psicologia profunda de Jung estou aprendendo a significar também o sofrimento.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Um pouco de Jung: Carta a Hesse

Você já leu Demian... Procure ler.

Jung em 03.12.1919 escreve a Hesse, transcreverei na íntegra, como é longo então leia apenas os grifos que coloquei?

Prezado senhor Hesse,
    Devo agradecer-lhe de coração o livro magistral e verdadeiro Demian. É indiscrição e impertinência de minha parte romper o seu pseudônimo, mas quando li o livro tive a impressão de que ele me chegou via Luzerna. Não o reconheci nos esboços de Sinclair no NZZ, mas sempre me perguntei que tipo de pessoa seria esse Sinclair, pois a psicologia dele me parecia bem especial. Seu livro chegou num momento em que estava de novo oprimido pela consciência obscurecida do homem moderno e por sua teimosia sem esperança, como se apresentava o pequeno Knauer a Sinclair. Por isso seu livro exerceu sobre mim o efeito de um farol em noite tempestuosa.
   Como toda vida humana bem vivida, um bom livro deve ter um fim. O seu tem o melhor possível dos fins, onde tudo o que passou tem realmente um fim e onde tudo recomeça, com o qual começou o livro, isto é, com o nascimento e o desenvolvimento do homem novo. A grande Mãe ficou grávida da solidão daquele que procura. Ela deu à luz ( na explosão da granada) o homem velho para a morte e implantou de novo a mônada eterna, o mistério da individualidade. E assim como reaparece o homem renovado, também reaparece  a Mãe - numa mulher sobre esta terra.
   Poderia contar-lhe um pequeno segredo sobre Demian do qual o senhor se tornou testemunha, mas cujo sentido o senhor escondeu do leitor e talvez de si mesmo.Poderia dar-lhe algumas informações satisfatórias sobre isso, pois sou amigo de Demian há muito tempo e ele me iniciou recentemente em seus assuntos particulares - sob o selo de muita discrição. Mas o senhor terá confirmada esta alusão no decorrer dos anos.
   Espero que não pense que estou querendo me tornar interesssante fazendo mistérios; meu amor facti é sagrado demais para fazer isso. Queria apenas, por gratidão, mandar-lhe o pequeno presente de minha grande consideração diante de sua lealdade e veracidade, sem as quais não se pode ter intuições tão pertinentes. Talvez o senhor adivinhe a passagem do seu livro a que me refiro.
   Providenciei imediatamente um exemplar de seu livro para a nossa biblioteca do clube. Ele é saudável em todos os sentidos e conduz ao caminho.
Não leve a mal minha invasão. Ninguém sabe disso.
                                 Com elevada consideração e agradecimento cordial de
                                                                                                             C. G. Jung 

Herman Hesse  e   Jung